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A relação entre as motociadas de Bolsonaro e a fome do brasileiro

Por Leonardo Sakamoto, jornalista, no facebook

A motociata do Distrito Federal é a oitava da pré-campanha de Jair Bolsonaro por sua reeleição desde maio deste ano. A elas, somam-se dezenas de comícios eleitorais travestidos de inaugurações. Para tanto, usa recursos federais, estaduais, distritais e municipais, ou seja, dinheiro público oriundo de nossos impostos, a fim de garantir suporte aos atos – o que, em uma situação social grave como a que estamos, não é apenas ilegal, mas imoral.

Em todos os eventos, o presidente atacou o isolamento social contra a covid-19, contribuindo para o aumento de mortos, mentiu sobre sistema eleitoral e as urnas eletrônicas e ameaçou instituições da República ou qualquer coisa que se colocasse no seu caminho para um segundo mandato.

Enquanto isso, o IBGE apontava que temos 14,8 milhões de pessoas que procuraram trabalho, mas não encontraram, o que representa 14,6% da população. Na motociata de São Paulo, em junho, foram R$ 1,2 milhão que os contribuintes do estado (fora os demais) tiveram que desembolsar para garantir policiamento extra para que ele pudesse fazer seu passeio de moto.

Gente que passou fome porque ele reduziu o valor do auxílio emergencial. De acordo com o Dieese, os R$ 150 do piso do auxílio compram menos de 25% de uma cesta básica em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Florianópolis, penúltima etapa de sua motociata eleitoral, neste sábado (7). O que significa que gente passou fome por sua culpa.

O que reforça que o único projeto que Bolsonaro sabe tocar desde o primeiro dia no cargo é a de sua permanência no poder. Quase 15 milhões de desempregados têm fome? Que comam motociatas.

Via Pensar Piauí

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