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Mortes em acidentes de trânsito no Piauí registram queda

As mortes em acidentes de trânsito no Piauí registraram uma queda de 7,80% de janeiro a julho de 2018, em relação ao mesmo período do ano passado, divulgou o Boletim Estatístico da Seguradora Líder, administradora do Seguro DPVAT (Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres), que é obrigatório e pago anualmente junto com a primeira parcela do IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) ou na Cota Única.

No período de janeiro a julho deste ano, o Seguro DPVAT pagou 638 indenizações por mortes no trânsito contra 692, no mesmo período do ano passado, o que representou uma redução de 7,80%.

No Piauí, os casos de invalidez permanente em acidentes de trânsito ficaram em 4.166 de janeiro a julho deste ano, 17,12% a menos do que os casos registrados no mesmo período do ano passado, que ficaram em 5.032.

As indenizações de despesas médicas no Piauí por acidentes de trânsito pagas pelo Seguro DPVAT foram 722 de janeiro a julho deste ano, 677 maiores do que as pagas no mesmo período de 2017.

Segundo o Boletim Estatístico da Seguradora Líder, administradora do Seguro DPVAT, nos primeiros sete meses deste ano, foram registradas 193.914 indenizações pagas às vítimas de acidentes de trânsito em todo território nacional. Entre os pagamentos, o volume de casos com sequelas permanentes foi o mais representativo, 69%, um total de 134.710. Já os acidentes fatais representaram 22.503 indenizações. O Seguro DPVAT assegura cobertura por: morte, invalidez permanente e reembolso de despesas médicas e assistenciais (DAMS).

Os pedestres ocupam o segundo lugar do ranking, um a cada quatro indenizados, com mais de 50 mil benefícios pagos. Os condutores ainda são os líderes no pagamento (118.885), bem como a faixa etária economicamente ativa, de 18 a 34 anos (91.503). Além disso, 23% dos acidentes ocorreram no período do anoitecer, entre 17h e 20h. Todos os tipos de vítimas estão cobertas pelo Seguro DPVAT, sejam motoristas, passageiros ou pedestres.

Nordeste é região com mais acidentes

A região Nordeste foi responsável pela maior concentração das indenizações pagas no período (31%), seguida das regiões Sudeste (30%), Sul (17%), Centro-Oeste (12%) e Norte (10%). O Sudeste e Nordeste concentraram a maior incidência dos acidentes fatais (34% e 32%, respectivamente), sendo que, na primeira, há maior participação dos automóveis (42%), e, na segunda, predominaram os acidentes envolvendo mortes com motocicletas (67%).

Somente no mês de julho, a Seguradora Líder efetuou o pagamento de 24.894 indenizações. Os casos de invalidez permanente representaram 16 mil pagamentos e morte 3 mil. Os benefícios pagos para jovens de 18 a 34 anos avançaram 31% em relação ao mês de junho.

A Seguradora Líder divulga, mensalmente, os dados de indenizações pagas para que eles se tornem insumos para a construção de políticas públicas que contribuam para um trânsito menos violento. A companhia tem o compromisso de auxiliar na formulação de ações para prevenção de acidentes e educação no trânsito.

Frota de veículos do Piauí ultrapassa 1,116 milhão

A frota de veículos do Piauí ultrapassou o R$ 1,116 milhão, de acordo com a Seguradora Líder, que gere o DPVAT. De acordo com o levantamento, os automóveis no Piauí somam 367.965, o que representa 31,8% de toda a frota piauiense, que é de 1.156.669 veículos.

Os veículos com maior número no Piauí são as motocicletas, que somam 645.230, 55,8% da frota do Piauí.

Os ônibus, micro-ônibus e Vans somam 11.263; veículos, 1% de toda a frota; já os ciclomotores somam 6,570, 0,6% da frota. Os caminhões e as picapes são 125.641 no Piauí, representando 10,8% da frota. (E.R.)

Campanha de conscientização quer reduzir acidentes

O prefeito de Teresina, Firmino Filho, afirmou que basicamente está sendo efetivado o projeto Vida no Trânsito e já são contabilizados alguns resultados e são positivos, mas, mesmo assim, o total absoluto dos acidentes ainda é muito elevado.

Segundo ele, Teresina já chegou a ter 200 mortes no trânsito por ano; esse número agora está abaixo de 180 mortes. “Nós estamos reduzindo gradualmente, mas é necessário que esse esforço seja mais intenso”, falou Firmino Filho.

A Prefeitura de Teresina assinou uma parceria com o Instituto Comunitas para a elaboração de um Plano de Ação para que o esforço de redução das mortes e dos acidentes de trânsito seja mais intenso.

“Nós temos um grande desafio, que é a formação do Sistema Único de Informações. São vários órgãos, tanto do Governo do Estado como Prefeitura de Teresina, que tratam de todo esse processo relacionado para que tenhamos boas informações para que as intervenções sejam pontuais e tenham bons resultados e, na sequência, nós temos que reforçar o binômio, que é educação e fiscalização, que é fundamental para que os comportamentos sejam alterados”, falou Firmino Filho. (E.R.)

Motociclistas são maiores vítimas

Estudo feito pelo Ministério da Saúde mostra que, em 11 anos, o número de notificações de acidentes de trânsito relacionados ao trabalho foi de 3.147, em todo o Piauí. Os motociclistas do Piauí são os que mais morrem por acidentes de trânsito relacionados ao trabalho no Estado. Os dados são de um levantamento inédito realizado pelo Ministério da Saúde, com os dados dos Sistemas de Informação de Agravo e Notificações (SINAN) e do de Mortalidade (SIM).

O estudo apontou 105 óbitos dos trabalhadores em duas rodas, entre os anos de 2007 e 2016. Contando com todos os tipos de transportes, o Piauí registrou 353 mortes no mesmo período. Para chegar a esta constatação, foram considerados os acidentes ocorridos quando o trabalhador tem uma função que envolve locomoção ou quando estava indo ou voltando do local de trabalho.

Em onze anos, o número de notificações de acidentes de transporte relacionados ao trabalho, no Piauí, foi de 3.147. Os anos de 2011 (664) e 2016 (546) foram os que apresentaram os maiores números de notificações para um único ano. Em 2017, os índices caíram 66,4% no Estado, sendo registrados 183 acidentes quando comparados ao ano de 2016.

Em toda a região Nordeste, foram registradas 2.911 mortes, sendo 752 de motoristas de carros e 572 de motociclistas – as maiores vítimas. Quando falamos em acidentes, a região Nordeste foi a terceira com o maior número de registros. Foram 19.226 acidentes entre os anos de 2007 e 2016, tendo o seu pico nos de 2016 (3.058) e 2015 (2.625). Em 2017, a região teve redução de 48,2% nas notificações, com 1.584 registros quando também comparado ao ano anterior.

No Brasil, o estudo trouxe que, oito em cada 10 acidentes de trânsito relacionados ao trabalho foram sofridos por homens. Por faixa etária, os jovens com idades entre 18 e 29 anos foram as maiores vítimas (40,1%) e quase metade desses acidentes ocorreu nos estados da região Sudeste (47,5%). Quando falamos em lesões, o Sinan registrou que 22,5% delas foram ocorridas em membros inferiores e 15,7% nos superiores. Desses acidentes, 63% evoluíram para incapacidade temporária.

A partir de cooperações com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), monitoramento pela Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast) e Desenvolvimento do Projeto-vida-no-trânsito, a partir de 2010, o Ministério da Saúde tem conseguido priorizar a intervenção nos fatores de risco para acidente de trânsito, como o consumo de bebida alcoólica e velocidade inadequada para a via, além de priorizar determinados grupos de vítimas, como os motociclistas, a partir das análises de situação. Importantes avanços para a prevenção de acidentes de trânsito estão sendo obtidos no país, a partir da implementação da Política Nacional sobre o Álcool, por meio do Decreto nº 6.117/2007, que contempla, entre suas diretrizes, o tema “Associação álcool e trânsito”, e da alteração do Código de Trânsito Brasileiro, por meio da Lei nº 11.705 (“Lei Seca”), instituída em 2008.

Meio Norte

Luis Alberto

Editor geral do Portal NPM, formado em Técnico em Segurança do Trabalho pela escola Metropolitana de Cursos Técnicos. Possui ainda licenciatura em Educação Física e é estudante de bacharelado em Ciências Políticas, ambos pela UNOPAR.

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