Além do título, a Espanha alcançou a marca de 38 jogos sem derrota, quebrando o recorde de invencibilidade que dividia com a Itália (de 2018 a 2021). Argentina (36 jogos, de 2019 a 2022) e Brasil (35 jogos, de 1993 a 1996) são as outras seleções com as maiores invencibilidades.
Espanha domina o primeiro tempo
Com marcação alta e anulando as investidas da Argentina no meio de campo, a Espanha mandou no primeiro tempo. Afinal, enquanto a Argentina teve uma única oportunidade – um contra-ataque que obrigou Unai Simón a sair como zagueiro e impedir que Messi chegasse na bola – o time espanhol comandou o jogo. Foram 64% de posse e 11 finalizações a zero dos argentinos. Dois chutes de Yamal nos primeiros minutos e um de Oyarzabal obrigaram Dibu a fazer boas defesas. E Cucurella mandou uma bomba que passou raspando. Mas o placar seguiu em branco na primeira etapa em que a Argentina foi mal e ainda perdeu o zagueiro Lisandro Martinez, machucado.

Argentina não vê a bola no segundo tempo
A Argentina voltou com Paredes na vaga de Nico González. Assim, deixou o setor defensivo mais resguardado. Tentou se impor nos primeiros minutos. Mas, com Messi marcado e apagado, o que se viu foi a Espanha seguir dominando. Pressionou ainda mais a partir dos 15 minutos e até a parada técnica, com destaque para a cabeçada de Ferrán Torres (que entrara no lugar de Oyarzabal), para defesa de Dibu Martínez. Até então era um massacre tático da Espanha. Os Hermanos mais pareciam um time pequeno querendo segurar o 0 a 0 contra um gigante.
Nos 20 minutos finais, quase com a defesa reserva após as mudanças, e vindo de jogos duros e duas prorrogações, a Argentina parecia cansada. A Espanha aproveitava para jogar na intermediária de ataque e finalizar com Pedri e Cubarsí, dando trabalho para Dibu. Porém, nada de gol. Nos acréscimos, Enzo Fernández fez falta em Cubarsí. Já tinha amarelo, levou outro e foi expulso. Argentina com dez. Nico e Rodri tentaram o gol. Aos 53, Yamal cobrou falta. Contudo, Dibu voou e fez ótima defesa mandando a escanteio. Enfim, os Hermanos, com zero chute contra 16 dos rivais, levavam o jogo para a prorrogação (a sua terceira nesta Copa).
Prorrogação; Espanha bicampeã
Nada mudou no tempo extra. Aos dois minutos, Nico Williams, livre na pequena área, cabeceou um cruzamento da direita de Pedri, e Dibu fez a defesa mais difícil do jogo, voando e salvando a sua seleção. Era o grande nome do jogo. Aos sete, Nico Williams fez um gol, mas o árbitro anulou porque marcou falta de Merino em Otamendi no lance. O técnico Scaloni mostrou que, com um a menos, queria levar o jogo aos pênaltis quando tirou o atacante Julián Álvarez e colocou o zagueiro Senesi. Era o ferrolho para tentar o título nas penalidades.
Mas ainda tinha o segundo tempo da prorrogação. E, antes de completar o primeiro minuto, no 20º chute, veio o gol. A bola que Pedro Porro recebeu de Yamal pela direita, ele cruzou na área. Nico Williams, na segunda trave, ajeitou para o chute certeiro de Ferrán Torres. A Espanha enfim colocava justiça no placar. E aos oito mandou para a rede. Mas o tento foi anulado por impedimento. Nos minutos finais a Argentina teve três oportunidades (finalmente!). Mas a bola não entrou. Nesta final, Espanha 1 a 0 foi justíssimo!
ESPANHA 1×0 ARGENTINA
Copa do Mundo – Final
Data: 19/7/2026
Local: Metlife Stadium, Nova York/Nova Jersey (EUA)
Público: 80.663
Gols: Ferrán Torres, 1’°2ºT da prorrogação (1-0)
ESPANHA: Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte (Eric García, 11’/1ºT da prorrogação) e Cucurella; Rodri (Zubimendi, 11’/1ºT da prorrogação) , Fabián Ruiz (Pedri, 16’/2ºT), Dani Olmo (Merino, 30’/2ºT) e Álex Baena (Nico Williams, 30’/2ºT); Lamine Yamal e Oyarzabal (Ferrán Torres, 16’/2ºT). Técnico: Luis de la Fuente.
ARGENTINA: Dibu Martínez; Montiel (Molina, 12’/2ºT), Romero (Medina, 25’/2ºT), Lisandro Martínez (Otamendi, 44’/1ºT) e Nicolás Tagliafico; Enzo Fernández, Rodrigo De Paul (Giuliano Simeone, 25’/2ºT), Alexis Mac Allister e Lionel Messi; Julián Álvarez (Senesi, 11’/1ºT da prorrogação) e Nico González (Paredes, Intervalo). Técnico: Lionel Scaloni.
Árbitro: Slavko Vincic (ESL)
Assistentes: Tomaz Klancnik (ESL) e Andraz Kovacic (ESL)
VAR: Bastian Dankert (ALE)
Cartões amarelos: Lisandro Martínez, Paredes, Enzo Fernández, Lionel Scaloni, MacAllister (ARG)
Cartões vermelhos: Enzo Fernández (ARG, 47’/2ºT)
Fonte: Jogada 10




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